Anime » Sword Art Online: episódio 2

Saiu o episódio 2 de Sword Art Online – anime que conta a história de um grupo de jogadores presos em um sistema de realidade aumentada dentro de um jogo. Para desconectar, precisam terminar o jogo. Se morrerem dentro dele, morrem na vida real. Tenso, hein? Saiba como foi o segundo capítulo! E lembre-se: spoilers adiante – texto que conta a história e pode tirar a graça caso você queira assistir sem saber de nada!

Kirito, o personagem principal, continua no mundo de Aincrad. Como dito no episódio anterior, um mês de jogo já se passou e 2000 jogadores morreram. O objetivo dos jogadores restantes é subir a torre derrotando cada boss (chefe) até o centésimo andar. E todos se lamentam por não ter encontrado ainda nem mesmo como chegar no primeiro chefe.

O anime fica cada vez mais forte no quesito MMORPG e isso é muito legal. Os jogadores se reúnem para conversar com Diabel, um jogador que se prontifica a liderar os demais. Ele e seu grupo encontraram a porta que leva para o primeiro boss, o Líder Kobold. Aqui novamente temos que torcer o nariz para um argumento fraco utilizado no episódio anterior: o de que “os recursos de evolução são limitados em um RPG Online”. Isso porque um jogador chamado Kibaou interrompe a reunião para fazer mimimi reclamar – não muito diferente dos “fórum players” que só enchem o saco. Ele reclama que a culpa das 2000 mortes foram dos jogadores do beta teste (o que inclui Kirito, apesar de eles não saberem disso ainda) que ignoraram os iniciantes e que “acabaram os recursos em outros lugares e fizeram quests que já sabiam, acabando com a evolução de outros jogadores que ainda estavam presos na vila inicial sem saber aonde ir”.

Aí acontece uma cena que achei interessante. Um negão chamado Egil interrompe o mimimi e saca o guia de jogo do bolso. E aí ele dá a clássica ownada, mas na maior elegância. Ele lembra que esse guia tem todas as informações compiladas dos jogadores do beta teste. Não só isso, ainda finaliza com “E dava para conseguir esse livro de graça na loja de itens”. Aí fica todo mundo com aquela cara de cu fantástica.

A história da minha vida. Acho que eu devo ser uma das únicas pessoas desse mundo que lê os guias, tutoriais e manuais dos jogos antes de começar a jogar. Isso para não citar o “Nossa, Rafa! Como você sabia configurar a TV?”. Porque está escrito no maldito manual, seus noobs! >:|

Enfim. Com a noobaiada acalmada, Diabel explica que precisam fazer a Raide em grupos de seis pessoas. Kirito fica sem grupo e nota uma garota sozinha. Ele faz grupo com ela e já nota seu nome: Asuna.

De novo seguindo o padrão MMO, vem outra parte igual (e chata): o set up (configuração) das regras e grupos. Diabel explica que o Líder Kobold, Illfang, tem mob, ataca usando machado e escudo, tem quatro barras de vida e muda de arma e ataque quando chega na última barra. O XP vai para cada grupo e os itens são rolados por vitória.

Kirito e Asuna acabam se encontrando casualmente na cidade, durante a noite, e comem um pãozinho. Kirito compartilha um creme que ganhou em uma quest e a menina devora o pão dela com o novo sabor. Aí rola um momento determinado dela, dizendo que não vai ficar mofando, que vai vencer e blá blá blá.

No dia seguinte eles se encontram e vão para a dungeon (masmorra). Entram na sala do boss e a batalha começa. É mais um momento legal porque a luta acontece visualmente como todo jogador de MMORPG se vê: com poses heroicas, pulos, ataques… é bem legal! :)

Ok, o pau come solto até que o boss muda para a última forma, abandonando as armas e sacando a espada. Diabel, que até então só comandou os grupos, comete o clássico erro de todo jogador: quis ir solar o boss. Kirito percebe que Diabel pretende dar o último golpe, porém, nota algo cruel: a espada que Illfang saca não é a mesma do guia. O boss foi alterado depois do beta e usa outra arma que é ainda pior. E, claro, Diabel se ferra e toma um cacete.

Kirito ainda corre para tentar socorrer, mas o cara recusa a pot que encheria seu HP e evitaria que ele morresse. Kirito então percebe que Diabel sabia o que estava fazendo: ele também era jogador do beta, já tinha estado ali antes durante os testes e sabia que quem dá o último ataque ganha um item exclusivo. Diabel então morre. E Kirito já tem uma pequena crise de consciência porque viu que o cara podia ter se virado sozinho no jogo mas fez questão de organizar os demais jogadores para vencer.

Mas o boss continua vivo e a batalha prossegue. Asuna não amarela e vai para cima, evitando que Kirito seja atingido – e finalmente o boss arranca a capa dela e podemos ver que se trata de uma bela loirinha, com direto a herói de boca aberta, câmera lenta, ascensão heroica de trilha sonora, cabelo esvoaçante e glitter.

Egil não fica de fora e vai dar uma força para Kirito se recuperar. Ele segura alguns ataques até que Kirito e Asuna avançam juntos para atacar. O ataque final deles lembra o X-Strike do Crono Trigger, com o Crono e o Frog atacando juntos em X. E, claro, boss morto!

E o drop (item que o monstro libera quando morre) raro fica para Kirito: o Casaco da Meia-Noite, o sobretudo preto que ele aparentemente passa a usar pelo resto da série.

Aí acontecem duas cenas bizarras. A primeira começa com Kibaou acusando Kirito de ser um beta tester, já que ele viu Kirito ir tentar salvar Diabel, sabendo o que tinha que fazer. Fica aquele alvoroço, aquele “omg, ele é tester, aff” e começa a bizarrice: Kirito começa a rir like a boss. Aí ele levanta e fala que não quer ser confundido com os noobs do beta teste, que nem sabiam como evoluir um personagem. Ele já tinha jogado e ido para níveis mais fortes que aquele e sabia o que tinha mais adiante.

O grupo fica louco, começa a discutir alto, ficar chocado, e ele continua rindo. Então ele equipa seu sobretudo preto recém-dropado e sai frisando que não quer ser confundido com a noobaiada. Ele gosta do nome que xingam ele: “Beater” – que equivale a um ladrão ou cheater, alguém que tem informações privilegiadas de maneira ilegal.

E aí acontece a segunda cena bizarra (e engraçadinha), provavelmente baseada em fatos reais. Asuna corre atrás dele indignada porque no meio da batalha ele a chamou pelo nome, apesar de ela não ter se apresentado.

Aí ele fala que dá para ver o nome dela abaixo da barra de HP.

Pelo menos alguém da equipe de roteiristas jogou alguma coisa online porque as referências estão muito boas!
:)

O próximo episódio faz uma referência ao Papai Noel. Bom, qual jogo não tem a “fase da neve/natal”, não é mesmo? Nos vemos lá!

Rafa Rafa - Rafa Rafa trabalha com jogos desde os 14 anos. Já foi piloto de games para análises de revistas, redator de sites, canais de TV de jogos, tem livros oficiais sobre Ragnarok Online, é atleta digital amador de League of Legends e dono de uma grande guilda de World of Warcraft.
Rafa escreveu 309 artígos da hora.

Comments:

2 Comments

  1. Helsing 16 de julho de 2012 at 20:57 - Reply

    parece que o anime vai seguir a linha do tempo da LN
    parece interessante…
    o episodio foi massa d+!!!

  2. Luiz da Silva 22 de julho de 2012 at 11:22 - Reply

    Médio, mas é melhor que nada.

    Quando li pela primeira vez sobre esta história, eu estava tão animado para finalmente ver algo tão original. No entanto, eu estava muito desapontado depois de assistir os dois primeiros episódios. O enredo é bastante fresco o suficiente para agarrar a minha atenção, mas foi mal executado na narração.

    O primeiro episódio falha miseravelmente como claramente apresenta o seu protagonista típico chato: um jogador solitário, mas talentosos que já jogaram a versão beta por isso tem a mão superior no jogo. Em seguida, um outro personagem ainda tão chato é introduzido e os dois jogadores abruptamente constrói uma relação que é curto demais.

    Os personagens parecem que eles não têm personalidade e cada um não é diferente do resto, basicamente, cada personagem tem pouco ou nenhum diálogo. O ponto da história é rapidamente anunciada pelo mestre do jogo como se o público não era inteligente o suficiente para descobrir tudo por si próprios.

    O que queima a série ainda mais é a falta de seriedade dos personagens que parecem ter. Se a morte no jogo também irá resultar em morte, na realidade, como é que os jogadores parecem ter pouca ou nenhuma atenção por suas vidas? Quando o primeiro jogador foi morto em uma luta, todo mundo parece vibrar pelo ganho da batalha, como se o jogador morto pode ser ressuscitado. Como o público pode levar a história a sério, se os personagens não?

    Globalmente, a história parece interessante o suficiente para eu continuar a ver, só espero que isso melhore. E é o que eu aho, lá no fundo.

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